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TOP 3 capitais da Europa: Lisboa, Madri e Paris

TOP 3 capitais da Europa: Lisboa, Madri e Paris

Destinos Internacionais, Dicas

A Europa é o destino dos sonhos de muitas pessoas. Seja pelas paisagens históricas, com uma natureza diferente da brasileira, o Velho Continente contempla 50 países e, mesmo assim, é o segundo menor continente em superfície do mundo.  Países europeus controlavam e dominavam grande parte do território global, foram grandes exploradores e colonizadores, principalmente na América Latina e África. Outro acontecimento importante que teve esse continente como cenário foram as duas grandes guerras, além de revoluções importantes para o mundo. E, nesse contexto, alguns países se destacam. Portugal, Espanha e França foram potências gigantescas no passado e, ainda hoje, tem uma força enorme no turismo histórico e são os principais locais de interesse de muitos para passar as férias. Confira dicas do que fazer nas capitais desses países:

Lisboa, Portugal

Portugal é um país pequeno, faz divisa com a Espanha e o Oceano Atlântico. Único país da Europa que fala português, o local foi potência marítima e pioneiro nas navegações de descobrimento de outras terras ao redor do planeta. Apesar do tamanho, o país tem muita história e lugares essenciais para quem quer conhecer mais sobre o passado europeu e também mundial. Sua capital, Lisboa, é marcada por vários monumentos que mostram esse lado desbravador português, como o Monumento aos Descobrimentos, inicialmente erguido em 1940 para a Exposição do Mundo Português para homenagear os personagens históricos envolvidos nas navegações. A réplica que vemos agora é de 1960.

Outro ponto muito conhecido e fundamental na sua visita a Lisboa é a Praça do Comércio. Chamada anteriormente de Terreiro do Paço, está próximo ao rio Tejo e era o local do palácio dos reis de Portugal. Hoje, o espaço é cercado de edifícios governamentais e outras instituições públicas ligadas a atividades culturais, hotéis, restaurantes e cafés, e a praça continua sendo uma das maiores da Europa. Considerada um símbolo do poder político e histórico, o local também tem uma importância nas manifestações que acontecem no país. O mais famoso e antigo café de Lisboa, o Martinho da Arcada, também está localizado na região e foi o preferido de um dos maiores poetas portugueses: Fernando Pessoa.

A clássica Torre de Belém  surgiu com a função de defesa da barra do Tejo. A Torre ficava cercada por uma praia que, ao longo do tempo, foi ficando submersa. O monumento é um símbolo do reinado de Manuel I de Portugal, com uma homenagem a arquitetura medieval e baluarte moderno. Atualmente o local mantêm a Sala do Governador, Sala dos Reis, Sala de Audiências e a Capela. O monumento é motivo de muito orgulho nacional, todo decorado com o Brasão de armas de Portugal, também tem as cruzes da Ordem de Cristo. A Torre de Belém é considerada Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) desde 1983 e é uma das Sete Maravilhas de Portugal.

Falando em Portugal, as igrejas e mosteiros são fundamentais e muito importantes. O mais famoso é o Mosteiro do Jerônimos, construído no século XVI pela Ordem de São Jerônimo. O local é principal mosteiro português de seu tempo e uma das principais igrejas da Europa. Sua arquitetura é manuelina, ou seja, da época de D. Manuel I, e tardou cem anos para ser finalizada. O Mosteiro foi classificado como Monumento Nacional desde o século XX e, em 1983, a UNESCO reconheceu o local como Patrimônio Mundial e também pertence a lista de Sete Maravilhas de Portugal.

Europa
Mosteiro dos Jerônimos

Lisboa tem um museu muito especial para a cultura lusitana. O Museu do Fado conta a história da música típica portuguesa. A origem do gênero é muito parecida com o Samba, no Brasil e o Tango, na Argentina. De origem pobre, a música era tocada e ouvida pelas classes mais humildes da sociedade e, aos poucos, foi incorporada na cultura nacional e aceita pela elite. O museu é todo interativo e projetado para que a música em si seja a grande estrela. O local é imperdível para os fãs de música, de Portugal e de história.

Madri, Espanha

Espanha é um dos maiores países da Europa e é uma influencia muito grande na América Latina. Ainda que no Brasil não se fale o idioma, a culinária, cultura e costumes é muito presente. O país é dividido em várias “comunidades autônomas” e tem movimentos separatistas muito fortes na Catalunha e País Basco. Contudo, a capital consegue misturar bem todas essas “Espanhas” e criar uma identidade igualmente rica. A arte é algo fundamental para a sociedade espanhola, a prova disso é o famoso e mais importante museu local: o Museu do Prado. O local foi inaugurado em 1819 e abriga obras muito famosas e importantes para a história da arte, como criações de Diego Velázques, El Greco, Francisco Goya, Rembrandt e Sandro Botticelli. O museu também abriga uma coleção de escultura igualmente importante, composta por mais de 220 esculturas que vão desde a Antiguidade Clássica a até o Renascimento, passando pelo período greco-romano e helenístico.

Muito comum nas três capitais, as praças tem uma importância enorme no dia a dia dos moradores das cidades. Um exemplo é a Plaza Mayor, a principal praça de Madri. Datada do século XV, a praça retangular está rodeada por prédios de três andares e só é possível acessa-la através de “pórticos”, uma espécie de portinhola. A principal é o Arco de Cuchilleros. Na praça você também encontra lojas tradicionais de comércio local, tipicamente espanhol. A praça é um espaço muito bacana para relaxar, curtir a cidade e apreciar o estilo de vida madrilenho.

Igualmente importantes para os madrilenhos, os parques tem um destaque na rotina dos moradores e é um passeio imperdível para os turistas. O maior e mais importante parque de Madri é o Parque del Buen Retiro. Criado entre 1630 e 1640, o local conta com uma área enorme onde é possível fazer vários passeios, corrida, piquenique e até mesmo desfrutar das estátuas espalhadas no local. Entre os pontos mais visitados do parque estão a estátua para Alfonso XII, Casa de Velázquez e o Palácio de Cristal.

Um dos lugares mais concorridos de Madri é a Puerta del Sol, o quilômetro zero das estradas do país. O prédio mais antigo da região da Puerta del Sol é a Real Casa de Correos, dono de uma torre com um relógio, responsável pela contagem regressiva nas viradas do ano na capital. Sua origem vem do muro que rodeava a capital espanhola no século XV e leva esse nome pela posição em que o Sol se coloca. Perto da região também é possível ver a Iglesia del Buen Suceso e o Convento de São Felipe.

Madri é uma cidade para se caminhar e conhecer cada esquina mas, claro, isso tudo dá fome. E onde podemos encontrar uma culinária tipicamente espanhola? No Mercado de San Miguel. O local foi repaginado e ganhou um ar mais moderno, o edifício de ferro é de 1916 e se mantem como um lugar onde a venda de vinhos e “tapas” são o carro chefe. É possível fazer as compras tradicionais de mercados mas o local vai além: há espaços coletivos para você curtir o ambiente e toda a gastronomia espanhola, acompanhada de um bom vinho ou uma cervejinha.

Paris, França

A capital francesa foi palco de verdadeiras revoluções além da Revolução Francesa e tem uma forte importância cultural para o mundo. Além dos tradicionais pontos turísticos como Torre Eiffel, Museu do Louvre, Champs-Élysées, Palácio de Versalhes e Moulin Rouge, a cidade oferece outros locais que, apesar de serem famosos (o que não é famoso em Paris?), não são tão explorados. É o caso do conhecido Arco do Triunfo, um monumento histórico construído para comemorar as vitórias de Napoleão Bonaparte. A construção foi ordenada pelo mesmo em 1806 mas só foi finalizada e inaugurada em 1836. No local é possível ver os nomes dos 558 generais além das 128 batalhas. Na base do Arco está o “túmulo do soldado desconhecido” do ano de 1920, em homenagem a todos os soldados mortos e não identificados que lutaram pela França.

Outro local muito famoso, fotografado e querido pelos turistas é a Catedral de Notre Dame. A igreja ganhou um destaque enorme com o filme da Disney de 1996, O Corcunda de Notre Dame. O que pouca gente sabe é que a existência dessa catedral se deve a um sucesso avassalador de uma obra literária: Notre Dame de Paris ou O Corcunda de Notre Dame (depende da tradução), de Victor Hugo. O livro inspirou o filme e também a prefeitura de Paris a manter o local. Victor Hugo resolveu escrever um romance com a catedral de cenário porque esta estava ameaçada pelos planos de crescimento da cidade, em que seria demolida para a construção de mais moradias. Sabendo disso, o autor resolveu eternizar o local em suas páginas, acabou impulsionando o turismo local e fazendo com que a ideia da demolição não seguisse em frente. A igreja é uma das mais antigas com o estilo gótico, datada de 1163 e é dedicada a Maria, mãe de Jesus.

Praça da Concórdia é outro ponto onde a história francesa é relembrada e comemorada. A praça é a segunda maior da França e costuma ser palco de protestos e acontecimentos na capital francesa. No passado, o local serviu como cenário para casamentos e festejos reais. Na Revolução Francesa foi sede para a guilhotina que matou vários nobres, entre eles Maria Antonieta e Luis XVI. O local mudou de nome ao longo dos acontecimentos, Praça Luis XV, em homenagem ao rei que havia se curado de uma enfermidade, na revolução foi chamada de Praça da Revolução e a estátua real deu lugar a guilhotina e, por fim, recebeu o nome de Praça da Guilhotina. O nome atual vem para marcar o fim do período de terror e sangrento de Paris. No local é possível ver um Obelisco egípcio, presente do Rei Egípcio Méhémet Ali ao Rei Luís Felipe I. O belisco foi colocado na praça no século XIX, no ano de 1836.

Um local totalmente diferente dos listados acima e ainda assim muito histórico são as Catacumbas de Paris. O ossuário subterrâneo foi organizado no sistema de túneis de Paris, resultado da exploração de pedreiras pelos romanos durante a ocupação da cidade. Este sistema de túneis é chamado de “Les Carrières de Paris”, ou em português “as pedreiras de Paris”, mas o sistema todo é conhecido como As Catacumbas de Paris, com 400 km de extensão. A organização do ossuário como conhecemos hoje se deu em 1785 e foi uma resposta ao avanço das epidemias e doenças que se proliferaram na população – ficou decidido então que os cadáveres e ossos dos cemitérios da cidade fossem para as catacumbas.

Panteão de Paris é um edifício com 110 metros de comprimento e 84 de largura com uma fachada de colunas de estilo coríntio, lembrando a origem do nome do local. Panteão vem do grego “de todos os deuses” e tem, desde a Revolução Francesa, uma função de homenagear grandes celebridades e personalidades que marcaram a história do país, com exceção dos militares que recebem homenagens no Panteão Militar de Invalides. O Panteão tem o formato de uma cruz grega com uma cúpula de 83 metros de altura.

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